Agronegócios

Paraná é referência no alimento mais consumido pelo brasileiro

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, participou nesta quinta-feira (28) em Ponta Grossa do lançamento da cultivar de feijão-preto IPR Urutau, elaborada pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). - Ponta Grossa, 28/03/2019 - Foto: Divulgação Iapar

O Paraná é o maior produtor nacional de feijão-preto e um dos principais no cultivo de outras variedades do grão, que tem presença obrigatória no prato dos brasileiros. O Governo do Estado investiu no melhoramento genético para aumentar a rentabilidade do produto e a produtividade das lavouras.

O trabalho é feito pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). São 39 cultivares já registradas, resultado de anos de pesquisas e cruzamentos genéticos. A mais recente, o feijão-preto IPR Urutau, foi lançada em abril, durante evento em Ponta Grossa.

Atualmente tem 16 novas linhagens em fase final de produção de semente genética e pré-registro para proteção no Ministério da Agricultura.

Praticamente todas as variedades consumidas pelos paranaenses, e o feijão-preto que está na mesa de todo o País, saíram das mãos dos pesquisadores do Iapar, órgão de pesquisa ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Características

O melhoramento genético agrega diversas características à planta, como ciclos de cultivo mais curtos, tolerância a diferentes climas, posição de crescimento que facilita a colheita mecânica e até mesmo a qualidade culinária do grão.

A pesquisadora do Iapar Vânia Moda Cirino, pós-doutora em Genética e Melhoramento de Plantas, explica que das 39 cultivares desenvolvidas pelo instituto desde os anos 1970, aproximadamente dez estão em franca produção.

Segundo ela, as variedades têm uma vida útil e quando são muito plantadas, acabam sendo menos resistentes a pragas e doenças. “Por isso, o melhoramento genético é um processo contínuo, que permite colocar no mercado novas variedades, mais resistentes e que superam a anterior em rendimento, além de ganharem outras características”.

Colaboração e foto Agência Estadual de Notícias

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