Maringá

Desfile histórico: 4 mil pessoas, 70 entidades, mais de 15 mil pessoas

Desfile histórico: 4 mil pessoas, 70 entidades, mais de 15 mil pessoas

O desfile comemorativo dos 72 anos de Maringá, realizado na manhã desta segunda, 13, reuniu cerca de 15 mil pessoas na avenida Tiradentes, para onde se deslocou o evento este ano, tradicionalmente realizado na avenida XV de Novembro. Na avenida, mais de 4 mil integrantes representativos de mais de 70 entidades consolidaram o desfile como o maior da história. A duração do desfile, com mais de 2 horas, reafirmou seu caráter histórico.

Depois da execução hinos Nacional e do Paraná, a cantora Maria Maria Madalena Martins Alves, acompanhada do pianista Vicente Henrique Neves, cantou a canção ‘Maringá’, de Joubert Carvalho. Na sequência começou o desfile, com a entrada na avenida do Tiro de Guerra. No veículo militar que liderava a tropa estava ex-vereador Edi Froeming, que integrou a missão de paz na guerra entre Egito e Israel, no Canal de Suez, em 1957.

O tema do desfile este ano foi ‘Mulheres do Ingá: a força e a representatividade da mulher maringaense’, com direito a música-tema exclusiva e carros alegóricos simbolizando aspectos históricos importantes para sublinhar o passado das pioneiras. “Mais do que justo fazer essas referência à mulher, que precisa ser mais lembrada enquanto personagens importantes na construção de nossa história”, disse Miguel Fernando, secretário de Cultura, cuja pasta foi responsável pela organização do desfile.

“É uma alegria e emoção ser prefeito dessa cidade que comemora seus 72 anos. O momento é de gratidão a todos que construíram Maringá. Parabenizo e destaco aquelas pessoas que fizeram Maringá crescer e, aos novos maringaenses, que soma fazendo o bem e colocando Maringá como a melhor cidade para viver”, disse o prefeito Ulisses Maia, ao lado do vice-prefeito, Edson Scabora. O presidente da Câmara, Mário Hossokawa, e os deputados estaduais Do Carmo, Dr. Batista e Evandro Araújo e o deputado federal Enio Verri.

O desfile é uma celebração coletiva que leva maringaenses para a avenida, num momento de comemoração e diversão. Bandeirinhas de Maringá foram distribuídas às mais de 15 mil pessoas foram ao evento. A receber a bandeirinha, Mateus, de mãos dada com a irmã Jéssica, largou um sorriso. Aos 8 anos, é a segunda vez que os pais, Antônio e Fernanda, os levaram ao desfile. Antônio, funcionário público, lembrou que tocava surdo na fanfarra do Colégio Gastão Vidigal no final da década de 1980. “Bons tempos”, resumiu, se apressando para garantir lugar na arquibancada.

Maria Francisca se acomodou na área destinada exclusivamente aos pioneiros e contou que chegou em Maringá no início da década de 1950, oriunda de Araraquara, interior paulista. Tinha 4 anos e era a caçula entre quatro outros irmãos. “Tempo duro aquele, mas a gente sempre encontrava um jeito de se divertir”, conta, abrindo sorriso nostálgico.

Militar reformado, Arcanjo assumiu posição de sentido ao tocar o hino nacional. Acompanhado das netas Ana Maria e Eduarda, ele dividia com Maria Francisca a arquibancada coberta reservada aos pioneiros. Serviu em Curitiba depois do tempo no quartel casou-se e veio para Maringá na metade da década de 1960. “Fui ser corretor de imóveis”, disse.

Orgulha-se de ter vendido muito terreno na avenida Brasil. “Me arrependo de não ter investido também”, contou, acrescentando com alguma humildade: ‘mas fiz um pezinho de meia’. Levantou-se novamente e fez continência aos primeiros soldados do Tiro de Guerra que passaram em frente a arquibancada. “A gente tem que saudar o exército”, justificou.

Assim como a cidade de Maringá, aos 72 anos de idade, seo Valmir Zeferino prestigia mais um tradicional desfile. Morador do Jardim Monções, Valmir não é maringaense de nascença, mas há 25 anos admira a cidade. “Gosto muito da cidade e sempre que sou liberado do trabalho compareço ao desfile”, disse.

Do outro lado, próximo as grades de contenção, estava as irmãs Delci Boer, 77 anos, e Aparecida Boer, 78. O desfile dos carros alegóricos chamaram muito a atenção delas. “Que lindo a homenagem as mulheres, merecido demais”, disse sorrindo dona Delci. Moradora da Zona 2, Aparecida observou que a edição foi mais longa que a dos anos anteriores. “Muito legal, é maravilhoso ver tantas pessoas homenageando o trabalho dos nossos pioneiros da cidade”.

Diretoria de Comunicação

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