Maringá

Prefeitura vai investir R$ 10 milhões no recape do Contorno Sul

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp) espera definir até o final deste mês os procedimentos para contratação da empresa que ficará responsável pelo serviço de recape e outras melhorias estruturais em todo o trajeto do Anel Viário Prefeito Sincler Sambatti, o Contorno Sul de Maringá.
De acordo com o secretário Vagner de Oliveira, uma série de intervenções será executada em toda a extensão de 12 quilômetros do contorno, desde o viaduto na entrada de Sarandi até a saída para Campo Mourão.
A previsão de custo para a recuperação da via é orçada em torno de R$ 10 milhões e será paga com os R$ 2,79 milhões recebidos do governo estadual como cota extra do ICMS e o restante com parte do dinheiro economizado pela Prefeitura de Maringá com o superavit obtido no orçamento do ano passado.
“É uma medida emergencial que procura oferecer mais segurança e conforto para os motoristas que trafegam diariamente pela pista em condições precárias do Contorno Sul”, diz o secretário. Segundo ele, antes do recape será realizado um intenso trabalho de fresagem da pista para retirada dos chamados “borrachudos”, os pontos de acúmulo de asfalto que provocam ondulações, desníveis e riscos de acidentes.
Também será feita limpeza geral e viabilizada a abertura de acostamentos nas laterais da pista. Na etapa final será reforçada a sinalização em todo o trajeto.
Projeto em andamento
Para o secretário Vagner de Oliveira, a precariedade atual do asfalto, motivada pelo tráfego intenso – especialmente de caminhões – inviabiliza as operações tapa-buraco rotineiras e até mesmo a fresagem para reperfilagem não resolve completamente os problemas na pista do Contorno Sul. “Na verdade, é preciso reconstruir todo o contorno e executar todas as obras necessárias de drenagem, construção de trincheiras ou viadutos em pontos estratégicos, como no cruzamento com a avenida Carlos Borges (Borba Gato) e rua Carmem Miranda (no Conjunto Cidade Alta), além da reforma total do piso asfáltico”, analisa.
Um levantamento topográfico feito pela Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan) e projetos conceitual e geométrico que vêm sendo elaborados pelas secretarias de Mobilidade Urbana (Semob) e de Obras Públicas (Semop) apontam que a readequação do contorno demandaria investimento de R$ 200 milhões.
“O elevado custo para a obra exige e já estamos buscando outras fontes de recursos para isso. Mas enquanto não é possível a execução de um projeto mais resolutivo vamos tomar medidas emergenciais como esta, fazendo as adequações possíveis e de menor custo. Afinal, não se pode pagar com vidas essa atual situação do Contorno”, conclui o secretário. (CP)
Diretoria de Comunicação

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