Beto Richa

Beto Richa é denunciado pela terceira vez na Operação Quadro Negro

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o ex-governador Beto Richa (PSDB) por corrupção passiva e prorrogação indevida de contrato de licitação. É a terceira denúncia contra Richa no âmbito da Operação Quadro Negro, que investiga desvios de verbas que seriam utilizadas para a construção e reformas de escolas no estado. Os valores somam R$ 20 milhões.

Nesta denúncia, o MP-PR afiram que Richa teria se beneficiado de um esquema criminoso que lesou duas escolas estaduais de Guarapuava, região central do Paraná. Ambas seriam executadas pela M.I. Construtora de Obras LTDA, mas, segundo o MP-PR, a empresa descumpriu prazos estabelecidos nos contratos. Os pagamentos pelos serviços, no entanto, foram feitos, como se as obras tivessem sido concluídas.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o prejuízo ao erário ultrapassa R$ 1,6 milhão, “gerando artificialmente uma sobra de recursos que, ao mesmo tempo, aumentava o lucro do empreiteiro envolvido e propiciava o pagamento de vultosas propinas aos agentes públicos, tudo às custas da educação básica paranaense”.

A denúncia também relata que Beto Richa, por meio de Maurício Jandoi Fanini Antônio, então diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamentos (Depo), teria feito uma proposta à construtora para que ela pagasse R$ 100 mil em vantagens indevidas para passar a fazer parte de um grupo de “empresas parceiras” – empresas que eram beneficiadas pelo esquema. Este valor também teria sido desviado para que a construtora pudesse realizar o pagamento.

“No dia 12 de agosto de 2.014 foram efetuados pagamentos para a empresa, referentes às segundas medições das obras supraindicadas, mesmo sem elas terem sido efetivamente realizadas, sendo que a partir de então todos os demais relatórios de vistoria de obras e demais medições passaram a estar em desacordo com a realidade”, diz a denúncia.

O MP-PR também classifica Richa, na denúncia, como “comandante e principal beneficiário” do esquema criminoso.

Richa também responde, na Quadro Negro, pelos crimes de obstrução de justiça, corrupção, organização criminosa e prorrogação indevida de contrato de licitação.

O ex-governador está, atualmente, cumprindo medidas cautelares em liberdade. Ele deixou a prisão no dia 4 de abril deste ano, após ser detido, em março, na Operação Quadro Negro. Antes, ele já havia sido detido duas vezes: em setembro de 2018, na Operação Rádio Patrulha, e em janeiro, na Operação Integração, um braço da Operação Lava Jato no Paraná.

Outro lado

Em nota, a defesa afirmou que a nova denúncia é uma “artimanha meticulosa voltada a manter os fatos na mídia e desgastar a imagem do Ex-Governador, o que constitui flagrante perseguição”. A defesa também afirmou que as investigações tiveram início por determinação de Richa.

Leia na íntegra:

Os fatos denunciados nesta data não são novos. Não há qualquer indício, após amplas investigações, a não ser a palavra de um colaborar amplamente premiado. Com mais esta denúncia, a terceira em menos de um mês, o GAECO demonstra estar retalhando a acusação e retaliando a decisão da justiça que reconheceu a ilegalidade da prisão do Ex-Governador.

Esta é uma artimanha meticulosas voltada a manter os fatos na mídia e desgastar a imagem do Ex-Governador, o que constitui flagrante perseguição. A defesa relembra que foi o próprio Ex-Governador Beto Richa que determinou o início das investigações que resultaram na Operação Quadro Negro.

A fim de conter os abusos e ilegalidades, a defesa segue confiante nas Instituições e na Justiça.

Guilherme Brenner Lucchesi

Mariana Ohde

Repórter no Paraná Portal

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