Paraná

Mais de 10 mil presos no Paraná estudam; estado tem a menor superlotação carcerária do país

Alfabetização na Penitenciaria Central do Estado. Escola Penitenciária na unidade de progressão. Curitiba, 28/03/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

47,72% dos presos no Paraná praticam algum tipo de atividade educacional. O dado, relativo ao mês de março e divulgado pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), apresentou um crescimento comparado a fevereiro, quando o índice era de 36,3%. Em números mais concretos: 10.264 dos 21.508 detentos estudam.

No segundo mês do ano, o estado ficou em segundo lugar no ranking nacional, perdendo para o Piauí. O estado nordestino apresentou a taxa de 40% naquele mês, mas ainda não fechou o levantamento de março. Com isso, há possibilidades do Paraná assumir a liderança na estatística.

O levantamento de fevereiro ainda mostra que 30,2% da população carcerária do Paraná trabalha. O índice é o quatro maior do Brasil, perdendo para os estados de Sergipe (37,2%), Mato Grosso do Sul (35,4%) e Mato Grosso (33,9%).

Vale ressaltar que o trabalho e o estudo ajudam os detentos na reinserção à sociedade. Além disso, as penas são diminuídas com essas atividades: a cada três dias trabalhados ou 12 horas estudadas, um dia da pena é retirado.

” Isso tem um reflexo muito positivo, gerando bom comportamento e mudança de postura. Todos números são bons, mas a ideia é fazer com que todos os presos no Paraná estudem ou trabalhem“, avalia o diretor do Depen-PR, Francisco Caricati.

SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA

Segundo os dados de março, o Paraná também passou a ser o estado com menor superlotação carcerária do país. Atualmente o índice é de 15,4% acima da capacidade – 21.508 presos para 18.635 vagas.

Vale lembrar que quatro presídios devem ser inaugurados até o final de 2019: dois em Piraquara (feminino e PEC 2), Campo Mourão e Foz do Iguaçu. A previsão do governo de Ratinho Júnior é entregar 13 penitenciárias e Casas de Custódia.

PROJETOS EXPERIMENTAIS

O governo do Paraná tem dois projetos experimentais para desenvolver esses hábitos aos detentos. O “prisão 100% escola” faz com que todo o complexo funcione como uma escola, enquanto a “prisão multimídia” disponibiliza um tablet aos detentos para educação à distância.

As penitenciárias de Piraquara, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cruzeiro do Oeste, Francisco Beltrão e Foz de Iguaçu vão sendo disputadas por contar com o primeiro projeto, enquanto a unidade prisional em Cruzeiro do Oeste vai experimentando o programa “prisão multimídia”.

*** com informações da Agência Estadual de Notícias

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