Política

Beto Richa e esposa são presos em operação do Gaeco em Curitiba

**ATENÇÃO FOTO DE ARQUIVO*** PR - OPERAÇÃO QUADRO NEGRO - POLÍTICA - FOTO ARQUIVO - O ex-Governador do Paraná Beto Richa durante cerimônia de entrega de Ambulâncias no Palácio Iguassu em Curitiba no dia 26/03. Beto foi apontado como destinatário de dinheiro desviado de esquema de corrupção em reformas de escolas. Durante interrogatório do dono da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, principal delator da Operação Quadro Negro, prestado na semana passada, o delator explicou como funcionava o esquema de desvios e revelou nomes de políticos que, segundo ele, se beneficiaram da fraude. Entre os citados estão os deputados Ademar Traiano e Valdir Rossoni, a governadora Cida Borghetti e o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros. A investigação apura desvios de R$ 20 milhões da construção e reforma de escolas estaduais. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), e sua esposa, Fernanda Richa, foram presos nesta terça-feira (11), em Curitiba. O processo está sob sigilo.

As prisões foram efetuadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Richa foi levado para a sede do grupo ainda durante a manhã.

A prisão foi em decorrência da Operação Rádio Patrulha, que investiga o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

São, ao todo, 15 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.

Também foram presos Pepe Richa, irmão do ex-governador e ex-secretário de Infraestrutura, Ezequias Moreira, ex-secretário de cerimonial e Luiz Abib Antoun, além de empresários.

Em nota, a assessoria de imprensa de Beto Richa informa que a defesa do ex-governador não sabe qual a razão das ordens judiciais proferidas e que, ainda, não teve acesso à investigação.

Também em nota, o Governo do Estado diz que está colaborando com todas as investigações em curso. A governadora Cida Borghetti ressalta que não aceita nenhum tipo de desvio de conduta dos seus funcionários e que criou a Divisão de Combate à Corrupção para reforçar o combate à esse tipo de crime. Hoje a divisão esta fazendo buscas e apreensão em uma operação que combate fraudes a licitação.

Ainda de acordo com o governo, por determinação da governadora Cida Borghetti, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) informa que está colaborando com as operações do Gaeco e Lava Jato. A direção do órgão foi substituída em abril de 2018 e não tolera práticas de corrupção. O órgão permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.  “O DER-PR ressalta ainda que o programa Patrulha do Campo, iniciado em março de 2013, foi encerrado em julho de 2015. Já o contrato com a concessionária Rota das Fronteiras para a concessão do Corredor da PR-323 foi rescindido em maio de 2017, sem qualquer ônus para o Estado’, diz a nota.
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Segundo Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, a prisão de Richa, que é candidato ao Senado, não teve relação com as eleições. “O Ministério Público tenta se pautar, embora não pareça para muitas pessoas, de acordo com as próprias condições. Não há uma vedação legal de se fazer investigações no período pré-eleitoral”, explicou.

“Eu sei que, quando atinge uma pessoa que é candidata, é óbvio que interfere. Mas não podemos parar os trabalhos por motivos dessa natureza. Senão, vamos ter que fechar em alguns períodos. Reafirmo que não foi pensado, tentado ou premeditada essa hipótese”.

Os motivos das prisões também estão sob sigilo, segundo o coordenador, que afirma que foram feitas “pelo interesse das investigações”. Ele ressalta que a operação foi deflagrada para atender à investigação e não há acusações ou denúncias ainda.

Operação Lava Jato

Também nesta manhã, a casa de Richa foi alvo de mandados de busca e apreensão na 53ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

A Operação Piloto, como foi chamada, também prendeu o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo. A nova fase investiga pagamentos de propina à Odebrecht em troca de favorecimentos em licitações para obras na PR-323, no estado.

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