Agronegócios

Ministra da Agricultura autoriza a suspensão da vacinação contra febre aftosa no PR

O Paraná pretende se tornar, até o final do ano, livre de febre aftosa e sem vacinação.

Dessa maneira, produtores agropecuários devem economizar até R$ 30 milhões ao ano – valor estimado em gastos com vacinas e manejo dos animais.

O principal benefício deve ser comercial, já que alguns mercados asiáticos só compram carne de áreas sem vacinação. São mercados considerados mais exigentes e que poderiam pagar mais pela carne exportada pelo Paraná.

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Atualmente, esses países também deixam de aceitar aves e porcos – mesmo que não exista risco de o frango ser contaminado pela doença e apesar de não existir registro de casos em suínos.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou hoje (15) a Instrução Normativa que autoriza a suspensão da vacinação contra a febre aftosa no estado a partir de novembro.

O Ministério fará o monitoramento do Paraná para avaliar a atuação dos postos de fiscalização nas divisas e, após isso, deve reconhecer nacionalmente o estado como área livre da febre aftosa sem vacinação.

No entanto, até lá, devem ser contratados médicos veterinários e técnicos para atuação na vigilância. Um posto de fiscalização agropecuária, na divisa com São Paulo, deve ser construído.

Essa etapa está dentro do objetivo brasileiro de aumentar gradualmente as áreas sem vacinação contra a doença no país, previsto no plano estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. O governador Ratinho Júnior considera que a medida deve ampliar o mercado do agronegócio.

As doses de vacinas contra a febre aftosa estocadas no Paraná serão remanejadas pela iniciativa privada para os estados que ainda irão aplicar o produto. Com isso, a partir do mês que vem, o rebanho de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos do estado não será mais vacinado contra a aftosa.

Além de suspender as campanhas de vacinação, que eram feitas anualmente sempre em maio e novembro, a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe o uso e a comercialização dessa vacina no Paraná já a partir do dia 31 de outubro. E a partir de 2020, será proibida a entrada de animais vacinados, bovinos e bubalinos, no Paraná.
Paraná Portal

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