Cruzeiro do Oeste

m todo o estado do Paraná, mais de 500 denúncias de abuso sexual e aliciamento de crianças pela internet estão sob investigação da polícia, de acordo com o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber). Segundo o delegado do Nuciber, Demetrius de Oliveira, em 2017 foram registrados 51 novas denúncias. O delegado comenta que, na maior parte dos casos, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo assédio e ameaças depois de muito tempo. A polícia ressalta a importância da atenção dos pais em relação ao uso de equipamentos eletrônicos e computadores pelos filhos. “Não largue a tecnologia na mão do seu filho sem estar acompanhando, sem estar orientando. Diálogo franco e direto, confiança, e realmente mostrar o que está acontecendo”, orienta o delegado. Na maior parte dos casos, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo assédio e ameaças depois de muito tempo, segundo delegado (Foto: Reprodução/RPC) Na maior parte dos casos, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo assédio e ameaças depois de muito tempo, segundo delegado (Foto: Reprodução/RPC) Na maior parte dos casos, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo assédio e ameaças depois de muito tempo, segundo delegado (Foto: Reprodução/RPC) Perigo próximo No programa de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica), em Curitiba, a equipe de médicos e psicólogos atende entre oito e 10 novos casos de violência sexual grave contra crianças por semana. A médica e coordenadora do Dedica, Luci Pheifer, comenta que os riscos não ocorrem apenas pela internet ou com autores distantes do ambiente familiar. Na maior parte casos, segundo ela, os suspeitos vivem próximos às vítimas. “Mais de 90% das crianças abaixo de 12 anos que chegam aqui, vítimas de abuso sexual, este abusador ou abusadora está muito próximo, dentro da sua casa”, disse. Ela comenta ainda sobre a importancia de que os pais prestem atenção aos sinais de que a criança pode estar sofrendo abuso. “São crianças que começam a ter atitudes erotizadas, não apropriadas para a idade. De repente você tem uma criancinha de quatro ou cinco anos que simula atitudes sexuais. Ela também vai ter sinais de angústia, de ansiedade porque é um estímulo fora de hora e, a partir daí, o isolamento”, comenta. Segundo a polícia, as denúncias são fundamentais para o combate aos crimes. Por meio de um boletim de ocorrências, os policiais podem chegar à apreensão de computadores dos autores, que muitas vezes apresentam materiais fotográficos que podem levar a outros suspeitos. Segundo a polícia, as denúncias são fundamentais para o combate aos crimes de aliciamento e exploração sexual de crianças (Foto: Reprodução/RPC) Segundo a polícia, as denúncias são fundamentais para o combate aos crimes de aliciamento e exploração sexual de crianças (Foto: Reprodução/RPC) Segundo a polícia, as denúncias são fundamentais para o combate aos crimes de aliciamento e exploração sexual de crianças (Foto: Reprodução/RPC) Suspeito preso Na terça-feira (20), um homem foi preso suspeito de pedofilia e de participação em crime de estupro de vulnerável e armazenamento de material de pornografia infantil, durante a operação “Anjo da Guarda”, deflagrada pela Polícia Civil de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, em conjunto com a Polícia Civil de Chapecó (SC). Segundo a polícia, a família de um menino de 11 anos, de Pato Branco, registrou um boletim de ocorrência denuncando o suspeito. A mãe da criança informou à polícia que uma pessoa obrigou, sob ameaça, que o garoto fizesse vídeos com cenas de sexo, incluindo o irmão de cinco anos. Ela disse ainda que descobriu as conversas entre o filho e o suspeito depois de percebeu que a criança passou a ficar nervosa e agressiva. “É muito importante, nós pais que temos filhos pré-adolescente e adolescente, ver todo dia, tirar cinco minuto e olhar o telefone, olhar o tablet ou o notebook, que seja o que for que mantenha acesso à internet. É muito importante. Pra não acontecer o que aconteceu comigo. Porque eu achei que nunca ía acontecer isso comigo e aconteceu”, alerta a mulher.

Contribuintes relataram aumento de até 1.000% em alguns imóveis e fizeram um abaixo-assinado contra o reajuste do tributo.

Moradores de Cruzeiro do Oeste, no noroeste do Paraná, reclamam do aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em 2018, que chegou a 1.000% em alguns imóveis segundo contribuintes.

Um abaixo-assinado foi organizado pela população e entregue ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que questionou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores. Executivo e Legislativo têm até esta quinta-feira (22), para enviar uma resposta.

A lei que corrigiu valores do metro quadrado de edificações e terrenos e a lei que alterou a tributação na cidade foram sancionadas em agosto do ano passado. Mas, agora, com o início da entrega dos carnês de IPTU 2018, contribuintes começaram a reclamar do valor reajustado.

O secretário de advocacia Natan Pereira de Carvalho conta que a família dele ficou indignada com o aumento no imposto neste ano.

“Ano passado nós pagávamos R$ 120, e esse ano nós conseguimos acessar pelo sistema e foi R$ 1 mil. Então foi uma coisa muito abusiva mesmo”, declarou.

Mais de mil assinaturas de contribuintes insatisfeitos com o reajuste foram colhidas no abaixo-assinado. São de pessoas como o dono de farmácia Edson Alcântara, que acha o valor abusivo.

“Tem IPTU aí até de 1.000%, porque eles não reajustaram só o IPTU, fizeram uma reavaliação de valores de terrenos, sem sequer saber onde é o terreno”, afirmou.

A partir das assinaturas, o MP-PR abriu um procedimento para analisar se houve irregularidades no aumento do imposto. O promotor de Justiça Wilson Tomé Tropiani informou que ofícios com pedidos de explicações foram encaminhados para a prefeitura e aos vereadores.

“Solicitando a cópia do procedimento licitatório do contrato dessa empresa que está fazendo a correção do valor dos imóveis, também informação se essa empresa está fazendo uma análise pormenorizada dos terrenos dos locais”, explicou o promotor.

Além disso, mais de 50 contribuintes já formalizaram queixas na prefeitura de Cruzeiro do Oeste, questionando o valor cobrado no IPTU.

“Se houver algum erro, vai ser corrigido. A população pode ficar tranquila quanto a isso”, garantiu.

A prefeitura espera arrecadar em torno de R$ 2 milhões com o IPTU deste ano, o dobro de 2017. O secretário disse, ainda, que o reajuste no valor ocorreu devido à defasagem de anos no IPTU na cidade.

“Nós tentamos resgatar na história, acho que há mais de 30 anos não é feita a atualização da planta genérica. Então você imagina o valor de uma casa há 30 anos atrás”, pontuou.

Para o promotor, a Constituição é clara ao estabelecer que o aumento do IPTU deve ser progressivo. “Então, essa progressão por um salto ela é vedada”, argumentou Tropiani.

O pagamento do tributo está previsto para começar em março.

RPC Noroeste procurou o departamento jurídico da Câmara de Noroeste e, por telefone, o procurador Hugo Bortolon Duarte disse que o presidente e as comissões da Câmara que aprovaram o reajuste do IPTU na cidade não pediram o parecer jurídico antes da votação.

A emissora também tentou falar com o presidente da Câmara de Vereadores, Marcio Tadashi Matsumoto (PSC), durante a tarde desta terça-feira (20), mas ele não atendeu às ligações.

G1

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