Maringá

Asma x Covid-19: Entenda a relação entre a doença respiratória e o novo coronavírus

Paraná registra 15 óbitos de pacientes que pertenciam ao grupo de risco da pneumopatia crônica

Maringá, 25 de maio – Segundo o Ministério da Saúde, mais de 6 milhões de brasileiros sofrem com a asma, doença respiratória crônica que mata até cinco pessoas diariamente no Brasil. Com o novo coronavírus, pacientes portadores de enfermidades pulmonares, como a asma, se tornam grupo de risco para a doença. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado neste domingo, 24, o Paraná registrou 3.212 casos confirmados de COVID-19 e 153 óbitos, sendo 15 mortes de indivíduos com alguma pneumopatia crônica. Na cidade de Maringá são 108 casos confirmados e 6 óbitos totais.

Pacientes com asma têm maior risco de desenvolver complicações caso sejam infectados pelo novo coronavírus, alerta diretor médico João Falavigna do Laboratório São Camilo, que integra a Dasa – líder em medicina diagnóstica no Brasil. “Em casos mais graves, o vírus pode provocar uma reação inflamatória no pulmão, o que pode ser fatal, especialmente para pessoas portadoras da asma. Vale ressaltar que a asma é uma doença que pode se iniciar em qualquer faixa etária, não só em crianças, e portanto, todos os pacientes devem procurar um especialista para avaliar o seu quadro de saúde caso apresentem falta de ar, tosse persistente e sensação de chio no peito.”, explica João.

Outro ponto de atenção é que as doenças respiratórias têm seu pico de incidência no inverno, e com isso há aumento da procura pelos serviços de saúde. “Os pacientes com asma preferencialmente devem ter os remédios prescritos para a prevenção e tratamento de crises em suas residências para que, em casos leves, não necessitem sair de casa. Para casos moderados e severos, mesmo em tempos de pandemia, é recomendável que o paciente procure atendimento médico.”, acrescenta.

Segundo o doutor, um dos sintomas mais graves da COVID-19 é a falta de ar, assim como nas crises asmáticas, porém o novo vírus também causa febre, cefaleia e dores pelo corpo, sintomas estes que não são comuns nas crises asmáticas. Por ser uma doença crônica, a asma pode deixar o paciente mais vulnerável a infecções secundárias a uma crise. Essas infecções podem ser causadas por bactérias (pneumonia bacteriana) ou por vírus, inclusive o novo coronavírus.

João ressalta que a imunização contra outras doenças respiratórias é importante neste período, sobretudo com a proximidade do inverno. “Os portadores da asma também devem se vacinar o quanto antes contra o pneumococo e o influenza (gripe). Dessa forma, o paciente se prepara para o inverno, período mais crítico para a asma, além de reduz a chance de infecções e a necessidade de procurar os serviços de saúde, reduzindo assim o risco de contagio pelo novo coronavírus”, explica.

Além de continuar com os tratamentos receitados pelo médico, o paciente asmático deve seguir todas as medidas de proteção como usar máscaras, lavar as mãos e, principalmente, ficar em casa se for possível. As medidas ambientais de combate as crises, reduzir poeira e ácaros, pelos de animais e outros alérgenos (alimentares e inalantes) também contribuem para a redução de crises.

SOBRE O GRUPO SÃO CAMILO

O Grupo São Camilo atua há mais de 40 anos em Maringá (PR) e região oferecendo atendimento de excelência, amplo portfólio de exames e equipamentos de alta tecnologia, realizando exames de análises clínicas e imagem. O laboratório possui 5 unidades hospitalares, 1 unidade de Anatomia Patológica e 13 unidades de atendimento, entre elas a Materno Infantil e a Unidade Melhor Idade, além de oferecer também o serviço de Coleta Domiciliar. O Grupo São Camilo integra a Dasa, líder brasileira em medicina diagnóstica e maior empresa do setor na América Latina, rede que processa 250 milhões de exames por ano, atendendo mais de 20 milhões de pessoas em todo o país, com um portfólio de mais 2.500 tipos diferentes de exames.

Bárbara Conti

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