Maringá

Quando identificado em estágio inicial, paciente tem 95% de chance de cura

Maringá, outubro – De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, são mais de 59 mil casos por ano. No Paraná, a entidade estima 3.470 novos casos neste ano. Segundo Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório São Camilo – que integra a Dasa, as mulheres não podem deixar de realizar os exames de prevenção do câncer de mama, mesmo na pandemia, principalmente para monitorar e porque em estágio inicial a paciente tem 95% de chances de cura. “Quanto mais precoce o tumor for detectado, maior a probabilidade de cura e, a depender da localização do nódulo, menos agressivo será o tratamento”, explica. “É importante reforçar que o exame não pode esperar, e mesmo na pandemia, pacientes com histórico familiar e mulheres acima dos 40 anos devem realizar os exames de prevenção anualmente.”, complementa.

O principal exame para a detecção do câncer de mama é a mamografia. Segundo levantamento do laboratório, neste ano as unidades contabilizarão uma diminuição de 40% de mamografias comparado com o ano passado. “A mamografia é um dos principais exames para monitorar a saúde da mama, pois consegue identificar nódulos ainda não palpáveis. Já as pacientes com histórico familiar devem começar antes a avaliação”, explica.

O câncer de mama geralmente é causado pela mutação de uma célula saudável, porém, também pode ser hereditário, passando de mãe para filha. “Cerca de 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, por isso, quando há casos na família, existe a chance de apresentar a mutação, então é importante investigar”, afirma. Os principais exames genéticos que detectam a pré-disposição para o câncer de mama são o sequenciamento e o MLPA do BRCA1 e do BRCA2. “O BRCA 1 e 2 são genes de reparo, supressores de tumor e no sequenciamento nós avaliamos se eles apresentam alguma mutação. Caso sejam detectadas as alterações, significa que a pessoa tem pré-disposição para desenvolver a doença”, explica. Para complementar esses exames, também pode ser realizado o painel de câncer hereditário, que vai analisar outros genes, além dos dois citados.

Quando o exame mostra alta probabilidade para o câncer de mama, podem ser tomadas diversas medidas para diminuir os riscos de desenvolver a doença ou para tornar o diagnóstico o mais precoce possível. A paciente passará por um acompanhamento contínuo com o mastologista, que pode ser a cada seis meses, respeitando as peculiaridades de cada caso. O médico também pode solicitar exames de prevenção ou, em alguns casos, a realização de uma cirurgia redutora de risco, como a mastectomia.

“Estamos vivendo tempos muito difíceis, apesar do relaxamento das medidas de isolamento social, a população ainda permanece com baixos índices de imunidade e vírus ainda está circulando. Por isso não podemos nos descuidar, mantendo as medidas de higiene e evitando aglomerações desnecessárias. Com toda precaução necessária, devemos manter as consultas de rotina e a realização dos exames para monitoramento da nossa saúde pois, outras doenças como o câncer de mama não deixaram de existir. O cuidado com a saúde requer que as pessoas mantenham as consultas médicas e os exames em dia”, finaliza Myrna.

Barbara Conti

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