Economia

Com fim da substituição tributária, preços de 60 mil produtos devem começar a cair

No dia 1º de novembro o governo do Estado acabou com o regime de Substituição Tributária (ST) que existia no Paraná desde 2014 e que antecipava o recolhimento do ICMS, encarecendo o valor final para o consumidor. Com isso, cerca de 60 mil itens do setor de alimentos devem se beneficiar e ter os custos reduzidos, e consequentemente terem redução de preços para os consumidores.

Com alteração do regime, milhares de produtos que eram tributados na origem passaram a ter a arrecadação escalonada dentro da cadeia comercial. A mudança na cobrança do ICMS, que deixou de ser antecipado, garante mais competitividade a empresas paranaenses, argumenta o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e vice-presidente da Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio), Paulo Pennacchi.

“A indústria sempre defendeu mudanças no regime de substituição tributária que, por antecipar a cobrança do ICMS, muitas vezes comprometia o fluxo de caixa das empresas”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro.

Saíram da lista, entre outros itens, biscoitos, bolachas, massas, waffles, pizzas, azeites de oliva, margarinas, óleos refinados, frutas e vegetais congelados, conservas de produtos hortícolas, doces, geleias e também vinhos. O volume de operações abrangidas é calculado em R$ 4,4 bilhões anuais.

Vinhos
Outra área que comemora a saída do regime de Substituição Tributária é a de vinhos. “A instituição da substituição tributária fez os vinhos ficarem mais caros e impossibilitaram pequenos comerciantes de concorrer com grandes varejistas, como os supermercados. Muitas lojas fecharam e houve muito desemprego no Estado”, conta o Sommelier Jonas Martins, Gerente Comercial da MMV Importadora e especialista em vinhos há 12 anos.

“Era preciso ter dinheiro em caixa para bancar o pagamento antecipado do imposto, pois sempre os importadores recebem a prazo e parcelado”, afirma Gustavo Martins, proprietário da MMV Importadora. “A retirada foi vital”, afirma o empresário Luiz Groff, até porque ele avalia que o encarecimento dos vinhos por conta da Substituição Tributária abriu caminho para a concorrência desleal e o contrabando de bebidas.

Desobrigados de antecipar o pagamento do ICMS sobre o produto, que comprometia o capital de giro das empresas, importadores de vinho avaliam que o preço da bebida pode cair até 15% nos próximos meses. Bem Paraná

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