Lava Jato

Justiça autoriza bloqueio de quase R$ 20 milhões de Beto Richa

O juiz federal Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, autorizou o bloqueio de até R$ 19,9 milhões em bens de Beto Richa (PSDB). O ex-governador do Paraná é investigado na Operação Integração, desdobramento da Lava Jato que apura desvios em obras do Anel de Integração.

As investigações contra o tucano apuram crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, estelionato e sonegação fiscal. Beto Richa afirmou, em nota, que não participou de “qualquer ato de corrupção”.

O ex-governador é alvo de uma série de pedidos de bloqueios, que visam a recuperação do dinheiro supostamente desviado.

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O bloqueio de bens autorizado pela JFPR (Justiça Federal do Paraná) no âmbito da primeira ação decorrente da Operação Integração. A ação está relacionada aos contratos assinados pelo governo do Paraná com a concessionária Econorte.

No decorrer das investigações foram presos, além de Beto Richa, o ex-diretor do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) Nelson Leal Júnior e o ex-diretor da Econorte Hélio Ogama.

Os dois se tornaram delatores. Nos termos de colaboração premiada, ambos relataram que houve pagamento de propinas para que a Econorte fosse beneficiada com aditivos indevidos nos contratos de concessão de rodovias que formam o Anel de Integração.

Beto Richa nega as acusações
Por meio de nota, o ex-governador Beto Richa afirmou que nunca se envolveu em atos de corrupção relacionados ao pedágio. O tucano sustenta que, na condição de chefe do Executivo, se limitou a aprovar atos “cuja legalidade fora atestada pelo Estado do Paraná, pelo DER-PR e pela AGEPAR, sob fiscalização do Governo Federal”.

“Todas as alterações realizadas, inclusive, foram avaliadas pela Procuradoria do Estado, que agora questiona esses atos. A tentativa de vincular o ex-governador a supostos atos de corrupção se ampara exclusivamente na palavra de réus confessos, que receberam diversos benefícios para envolver seu nome nos supostos atos de corrupção em suas delações premiadas. Fora disso, não há prova alguma das alegações lançadas. Ao fim a verdade prevalecerá”, concluiu a nota enviada pela assessoria de imprensa de Beto Richa.
Paraná Portal

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